Entre janeiro e fevereiro, foram captados menos de 70% do volume previsto; rede distrital conta com mais de 20 estabelecimentos de coleta, p...
Entre janeiro e fevereiro, foram captados menos de 70% do volume previsto; rede distrital conta com mais de 20 estabelecimentos de coleta, processamento e distribuição
Os estoques de leite materno no Distrito Federal costumam diminuir entre o fim e o início do ano, período marcado por férias e feriados, o que impacta a regularidade das doações. A rede da Secretaria de Saúde (SES-DF) tem como meta a coleta de dois mil litros de leite por mês. Entre janeiro e fevereiro, foram captados 2,7 mil litros — menos de 70% do volume previsto.
No Distrito Federal, são 14 bancos e sete postos que fazem coleta, processamento e distribuição de leite humano, além da oferta de suporte e orientação a mães e bebês | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF
O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode ter. A família de Dante, que tem pouco mais de dez dias de vida, sabe bem disso. O nascimento prematuro, com 36 semanas e seis dias de gestação, no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), levou-os a conhecer o serviço do banco de leite humano (BLH) da unidade hospitalar.
“Ninguém estava preparado para iniciar a amamentação — nem ele, nem eu”, resume a mãe, Marines Gomes, 25 anos. “O banco de leite foi muito importante para nos auxiliar nesse processo e para favorecer o ganho de peso do meu filho.”
Os BLHs contribuem diretamente para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população. No DF, são 14 bancos e sete postos que realizam atividades como coleta, processamento e distribuição de leite humano, além da oferta de suporte e orientação a mães e bebês.
Gentileza gera gentileza
Superadas as dificuldades iniciais, a gratidão levou a mãe de Dante a se cadastrar como doadora: “Para mim, é uma forma de retribuição. Você vê que o leite de outras mães te ajudou ,e agora é você quem pode ajudar também”.
O pai, Kaio César Santiago, 25 anos, faz questão de estar ao lado e entender os detalhes da amamentação. “O BLH oferece vida. Quanto mais a mãe estimula a produção de leite, mais ela terá e poderá doar. Dessa forma, é possível ajudar bebês que, assim como o meu filho, precisam dessa oferta”, destaca.
Depois de recorrer ao BLH do Hospital Regional de Taguatinga, Marines Gomes se tornou uma doadora: “Para mim, é uma forma de retribuição. Você vê que o leite de outras mães te ajudaram e agora é você quem pode ajudar”
Faça parte
Toda mulher em boas condições de saúde, com excesso de leite e que se disponha a doar voluntariamente, é uma doadora em potencial. Caso haja desejo de doar, necessidade de orientações sobre amamentação ou dificuldades durante esse período, basta entrar em contato com o BLH ou Posto de Coleta de Leite Humano mais próximo de sua casa.
A mãe doadora também pode fazer o cadastro no Disque Saúde 160, opção 4, pelo site Amamenta Brasília ou pelo Portal Cidadão do DF. O Corpo de Bombeiros do DF oferece apoio na coleta domiciliar e no transporte do leite doado.
*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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