Otan reforça compromisso com a defesa da Polônia e promete resposta ‘arrasadora’ à Rússia
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“Quando se trata da defesa da Polônia e da defesa geral do território da Otan, se alguém calcular errado e pensar que pode atacar a Polônia ou qualquer outro aliado, será recebido com toda a força desta aliança feroz”, declarou Rutte.
O secretário-geral destacou ainda que a reação da Otan seria devastadora, enviando um recado direto ao presidente da Rússia. “Isso precisa estar claro para Vladimir Vladimirovich Putin e para qualquer outro que queira nos atacar”, disse.
A visita de Rutte à capital polonesa ocorre em um momento de preocupação crescente quanto ao comprometimento dos EUA com a Otan, especialmente devido às declarações críticas do presidente Donald Trump e de seus principais assessores sobre a Europa.
Apesar disso, Rutte insistiu que aliança transatlântica entre os EUA e a Europa permanece sólida. “A relação transatlântica é o pilar da nossa aliança e isso não está mudando”, garantiu o secretário-geral.
Tusk, por sua vez, destacou a importância da Otan para a segurança da Polônia e lembrou o princípio de defesa coletiva da aliança, previsto no Artigo 5, segundo o qual todos os membros devem responder militarmente caso um deles seja atacado. “É muito importante para nós o compromisso de que a Otan defenderá a Polônia em qualquer situação crítica”, afirmou o primeiro-ministro.
Embora conte com a Otan, a Polônia também tratou de reforça suas próprias defesas com o projeto East Shield, um conjunto de fortificações na fronteira com a Rússia e Belarus, avaliado em 2,3 bilhões de euros e apoiado pela União Europeia (UE). Segundo Tusk, “a Polônia está assumindo total responsabilidade por proteger sua fronteira leste, que é também a fronteira da União Europeia”.
Apesar do reforço militar, a Polônia vem manifestando preocupação com as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia conduzidas pelos EUA, sobre as quais Tusk admite que “só podemos influenciar de forma limitada, para dizer o mínimo”.
O primeiro-ministro polonês destacou que o fim da guerra precisa atender às exigências ucranianas. “Ninguém quer paz mais do que nós, mas somente uma paz justa nos dará uma sensação de segurança. É uma condição para a segurança da Polônia, da Europa e da Otan”, concluiu Tusk.
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