Bilionário contesta bloqueio de perfis ordenado por Alexandre de Moraes e anuncia fim das restrições Em uma ousada jogada, o magnata Elon Mu...
Bilionário contesta bloqueio de perfis ordenado por Alexandre de Moraes e anuncia fim das restrições
Em uma ousada jogada, o magnata Elon Musk, proprietário do Twitter/X, desafia a censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e anuncia a retirada de todas as restrições aos perfis brasileiros na plataforma. O movimento surge em meio a uma polêmica decisão judicial que determinou o bloqueio de perfis populares no país, gerando um embate entre o bilionário e as autoridades brasileiras.
O dono do Twitter/X, Elon Musk, está disposto a desafiar a censura imposta aos brasileiros pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em publicação nas redes sociais, na noite deste sábado, 6, o bilionário avisou que pretende retirar todas as restrições aos perfis brasileiros na plataforma.
“Esse juiz aplicou multas pesadas, ameaçou prender nossos funcionários e cortou o acesso ao X no Brasil”, escreveu Elon Musk. “Como resultado, provavelmente perderemos todas as receitas no Brasil e teremos de fechar nosso escritório lá. Mas os princípios são mais importantes do que o lucro.”
Cerca de 30 minutos antes, a conta oficial do Twitter/X informou que a Justiça do Brasil determinou o bloqueio de perfis populares no país. “Por que você está fazendo isso, Alexandre de Moraes?”, indagou Elon Musk, referindo-se à decisão judicial.
Em nota, o Twitter/X alega que foi forçado a bloquear os perfis. “Não sabemos os motivos pelos quais essas ordens foram emitidas”, explicou a empresa, ao acrescentar que está proibida de informar qual tribunal ou juiz emitiu a ordem.
Why are you doing this @alexandre? https://t.co/5VsqUPivU7
— Elon Musk (@elonmusk) April 6, 2024
A plataforma comunicou que a determinação também a impede de revelar quais perfis foram afetados. “Somos ameaçados com multas diárias se não cumprirmos a ordem”, alegou. “Não acreditamos que tais ordens estejam de acordo com o Marco Civil da Internet ou com a Constituição Federal do Brasil e contestaremos legalmente as ordens no que for possível.”
No fim do comunicado, o Twitter/X afirma que “o povo brasileiro, independentemente de suas crenças políticas, tem direito à liberdade de expressão, ao devido processo legal e à transparência por parte de suas próprias autoridades”.
Desafio de Elon Musk a Alexandre de Moraes gera repercussão no Twitter/X
Diversos perfis populares no país comentaram a decisão de Elon Musk. O empresário Leandro Ruschel, por exemplo, celebrou a atitude do dono do Twitter/X.
A comentarista política Ana Paula Henkel, colunista de Oeste, também parabenizou a atitude do bilionário sul-africano.
O economista Marcos Cintra também se pronunciou. “Agora o mundo desperta para essa triste realidade por obra e graça de Elon Musk”, afimou.
O jornalista Adalberto Piotto, comentarista do programa Oeste Sem Filtro, elogiou a decisão do dono do Twitter/X. “Sabe que pode ter prejuízo comercial, mas em nome da liberdade de expressão e contra a censura ilegal diz: ‘Os valores são mais importantes que os lucros’.”
O editor-executivo de Oeste, Silvio Navarro, disse que hoje é um dia histórico para a liberdade de expressão e dos direitos civis.
Elon Musk pergunta a Alexandre de Moraes: “Por que tanta censura no Brasil?”
Mais cedo, os usuários que acessaram o Twitter/X viram Elon Musk interpelar Alexandre de Moraes sobre a escalada de autoritarismo no país.
“Por que você está determinando tanta censura no Brasil?”, perguntou Elon Musk, no tuíte em que o magistrado parabeniza Ricardo Lewandowski por sua chegada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
As indagações de Elon Musk ocorrem dias depois da divulgação do Twitter Files Brasil, revelados pelo jornalista norte-americano Michael Shellenberger.
Ao apresentar o tema aos internautas do Twitter/X, Shellenberger avisa que Moraes e o Tribunal Superior Eleitoral foram responsáveis por ilegalidades e restringiram a liberdade de expressão no país.
Violação de dados particulares de usuários e tentativa de usar políticas de moderação de conteúdo contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro são outras alegações levantadas pelo jornalista.
Fonte: Revista Oeste
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